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Adolescente pretende buscar formação técnica e continuar com a atividade dos pais

Sexta, 11 de Dezembro de 2020
Jeferson, de 14 anos, embora ainda na fase da adolescência, quer seguir os passos dos pais no interior de Colinas

 

Aos 14 anos, Jeferson Egewarth sabe bem o que quer: permanecer na propriedade e trabalhar com a suinocultura. A vontade é de longa data e desde criança ele acompanha o trabalho com suínos dos pais Everaldo José (52) e Helene (55). Os pais recordam que quando pequeno, Jeferson saia de casa e deslocava-se até a granja para olhar os porquinhos: -Um dia ele chegou só de fralda e botas. Foi muito engraçado, desde então queria cuidar dos bichinhos.

O menino, estudante do 9º ano, é diferente dos irmãos mais velhos e não quer deixar a propriedade em Linha Westfália, distante apenas três quilômetros do município de Colinas: a irmã Caroline (28), é formada em Letras e trabalha como professora de língua alemã na capital; o irmão Jonatan (24), é formado em Ciências Biológicas e está cursando mestrado em Pelotas: O caçula já faz planos com os pais para comprar um trator mais moderno e ampliar a granja na modalidade creche, hoje com capacidade para 1.400 suínos.

Mas embora querer ficar na prosperidade, lidar com trator e animais, ele também pensa em estudar. Para o futuro, talvez uma faculdade de agronomia e logo que ingressar no Ensino Médio um curso em Técnico Agrícola.

Everaldo associou-se à Dália Alimentos no ano de 2000 para entregar leite e grãos, mas foi em 2002 que começou a trabalhar com a suinocultura e até 2013 passou por diversas empresas integradoras, mas que não deram certo. A Dália já lhe era conhecida em virtude do pai, Oswaldo (in memoriam), ter sido um dos primeiros associados e trabalhava com suinocultura, no programa de ciclo completo e também entregava um pequeno volume de leite à cooperativa.

Ele conta que à época não havia financiamento e a produção não atendia ao volume que a Dália precisava e, por isso, permaneceu com as empresas S/A. Em 2002 foi construída a granja na modalidade creche com capacidade para 1.400 animais. Em três anos o investimento foi quitado e assim que pode mudou-se para a Dália Alimentos.

O primeiro lote com 1.400 leitões foi entregue no dia 25 de julho de 2013, após o associado realizar uma série de mudanças na instalação e ajustá-las ao padrão Dália.

No ano de 2019 foi realizada uma ampliação que elevou o número total de suínos alojados para 2.000 cabeças. Com o tempo, a atividade leiteira foi cancelada devido à escassez de mão de obra e a dedicação foi transferida integralmente à suinocultura. A ampliação da creche também é um desejo de Jeferson, que almeja para o futuro uma granja com 6.000 cabeças alojadas. Sonho impossível? Não para o adolescente, que pretende estudar e seguir buscando conhecimento para tocar a granja do pai e levar adiante o legado do avô Oswaldo. Na última ampliação o investimento da família foi de R$ 150 mil.

Um dos principais motivos que levou a família a buscar a Dália originou-se da manutenção das raízes, mas, principalmente, foi a confiança gerada pela seriedade do trabalho realizado pela cooperativa. -O que é prometido é cumprido. A gente não espera meses para receber o valor do suíno, é no dia marcado e o valor já está na conta. Os prazos são cumpridos, a gente tem assistência do técnico e somos orientados em como fazer para dar ainda mais retorno-, diz Everaldo.

Perfil Técnico | Danilo Rissini

Danilo Lodi Rissini (58) está na Dália Alimentos há 37 anos. Ele fala sobre a família associada e seus diferenciais como produtores de suínos. -É nítida e visível a melhora nos resultados após as adequações nos comedouros e bebedouros da granja, diminuindo em mais de 70% o desperdício de ração. As pequenas melhorias realizadas pelo produtor e a motivação da família no exercício da atividade faz com que a remuneração dos lotes melhore consideravelmente, associado a um volume viável de produção que, consequentemente, viabilizará a permanência do filho na atividade.

Texto: Dália Alimentos
Foto: Carina Marques/Dália Alimentos

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