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Anta Gorda: família Parisotto amplia produção de suínos

Sexta, 14 de Mai de 2021
Neto, avô e pai: gerações e sucessão

 

Adolfino, Arlei e Rafael. Avô, pai e neto. Além do sangue em comum os hábitos também são muito semelhantes. Os três trabalham juntos na propriedade que, recentemente, voltou a produzir suínos no modo terminação, como resultado do interesse de Rafael (20) em permanecer em Linha Doutor Borges de Medeiros, interior da cidade de Anta Gorda, onde a família reside há mais de meio século em uma área com 28 hectares.

Família tradicional associada da Cooperativa Dália Alimentos, os Parisotto possuem uma relação de longa história com a Dália. Adolfino, aos 74 anos, é associado há quase 50 anos. Herdou o associativismo do pai Frederico Parisotto (in memoriam) e repassou ao filho Arlei (50), único dos quatro herdeiros que permaneceu no interior, tudo o que aprendeu na vida do campo.

Tudo começou com a suinocultura, quando Adolfino e o pai possuíam em torno de seis suínos e os criavam no modo ciclo completo. Mais tarde, o leite foi introduzido aos poucos, com apenas algumas vacas. Depois, a pecuária leiteira começou a expandir e hoje o volume de leite produzido é de 1,3 mil litros por dia, com um rebanho com 90 animais, sendo 42 vacas em lactação, nove secas, 27 novilhas e 18 terneiras. Além disso, a família também cultiva 150 pés de nogueira, cultura bastante difundida no município de Anta Gorda.

Incremento na suinocultura

Em 2019, Rafael prestou vestibular para Engenharia Agronômica na Universidade de Passo Fundo (UPF), passou e no momento de optar por cursar a faculdade ou permanecer por mais um tempo na propriedade, escolheu ficar e teve o apoio do pai e dos avós. Para que o jovem tivesse ainda mais estímulo surgiu a oportunidade de construir dois novos pavilhões, já povoados no segundo lote de suínos.

Os dois juntos têm capacidade para alojar mil suínos no modo terminação e os planos são de ampliação. Rafael quer construir outro pavilhão para, futuramente, chegar as duas mil cabeças alojadas. O investimento foi de aproximadamente R$ 700 mil, mas passou deste valor devido a imprevistos, dentre eles o poço artesiano. A região carece de água e foi necessário perfurar três poços até encontrar água para abastecer a produção. -Tivemos que perfurar 720 metros para encontrar água, só nesta etapa gastamos em torno de R$ 450 mil.

Rafael se responsabiliza pelos cuidados com os suínos e pretende fazer cursos técnicos que o ajudem a administrar a propriedade. Ele foi um dos participantes do curso de Sucessão Familiar da Dália Alimentos e não pretende deixar a propriedade para trabalhar em outro segmento. -O pai já investiu pensando em mim, então quero dar o meu melhor para que os lotes sejam bons e que a gente ganhe muito dinheiro-, diz o jovem.

A avó Lourdes ainda trabalha na ordenha das vacas e nos afazeres de casa. Aos 70 anos também cuida da neta Raqueli (12) e recorda dos momentos de dificuldade e muito trabalho vividos ao longo dos 51 aos de matrimônio com Adolfino. -Herdamos as terras do meu pai e como tínhamos um vizinho que era sócio fundador da Dália, resolvemos nos associar também. Nunca pensamos em trocar de empresa, porque a cooperativa é muito séria e a nossa história com a Dália é antiga e muita bonita-, comenta Lourdes.

Texto: Dália Alimentos
Foto: Carina Marques/Dália Alimentos 

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