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CICLONES INTENSOS EM SÉRIE IMPACTAM  REGIÃO SUL 

Domingo, 15 de Mai de 2022
CICLONES INTENSOS EM SÉRIE IMPACTAM  REGIÃO SUL 

Uma sequência de ciclones intensos impacta o Sul do Brasil desde a final de abril com estragos por vento e inundações que resultam em enchentes. Houve ainda agitação marítima e com ressaca. Foram três ciclones em duas semanas com reflexos no Sul do país, embora nem todos tenham atuado sobre a região.

Agora, o quarto ciclone é o que representa o maior risco tanto em vento quanto agitação marítima na parte meridional do Brasil. O primeiro ciclone intenso se formou no Leste da Argentina na final de abril. Uma área de baixa pressão começou a se aprofundar muito no final do dia 26 na província de Buenos Aires. Na noite do dia 27 de abril, o sistema já estava na altura das Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul, a Leste da Patagônia, com pressão no seu centro entre 950 hPa e 955 hPa, cerca de 40 hPa a menos que no começo do dia, quando estava na altura de Buenos Aires, cerca de dois mil quilômetros ao Norte. Tratou-se, assim, de um ciclogênese explosiva ou ciclone bomba. No dia 28, o sistema estava nas Ilhas Geórgia do Sul, perto da Antártida, com pressão de 935 hPa.

Este ciclone bomba organizou uma extensa frente fria de milhares de quilômetros desde o Sul do Atlântico ao Sul do Brasil. O aprofundamento da baixa pressão na Argentina gerou corrente de jato em baixos níveis muito intensos com tempestades severas na Argentina e Uruguai com vento de quase 130 km/h em Buenos Aires e 110 km/h na região de Montevidéu.

O Sul do Brasil está na iminência de ser atingido por mais um ciclone e o mais intenso de todos até agora neste ano e um dos mais poderosos em muitos anos a atuar na região. Os três desde a final de abril foram extratropicais, mas este de intensidade e trajetória atípicas podem adquirir características subtropicais. O sistema de trajetória incomum vai avançar do mar em direção ao continente como uma baixa retrógrada e deve margear o litoral gaúcho e depois avançar para a costa catarinense, quando passará a se movimentar no sentido Leste.

O Sul e o Leste do Rio Grande do Sul serão regiões mais castigadas pelo ciclone com vento, em média, de 80 km/h a 100 km/h, mas com rajadas em alguns pontos que podem atingir até 110 km/h a 120 km/h, especialmente no Litoral Sul e na área da Lagoa dos Patos e seu entorno. O Litoral Norte gaúcho também deve sofrer com vento próximo ou acima de 100 km/h, sobretudo mais ao Sul da região entre Quintão e Tramandaí. Entre as cidades que mais podem ser impactadas pelo vento muito intenso que vai soprar com rajadas por muitas horas seguidas estão as das regiões do Chuí, Pelotas, Rio Grande, Camaquã, Mostardas, Porto Alegre e Sul da área metropolitana (Vale do Sinos é menos impactado em ciclones), Leste da Serra e o Litoral Norte. É alta a probabilidade de danos e de alto impacto no serviço de energia elétrica com a maioria esmagadora dos pontos sem luz na área de concessão do CEEE Equatorial, onde, considerada a intensidade do vento projetada, centenas de milhares de pessoas podem ficar sem luz no pico da quarta-feira (18).

 

Fonte: Metsul 

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